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Resenha: A Inquilina

16 dez

Maratona de cinema 2011: Dia 5 – A Inquilina

A Inquilina é um thriller dirigido por Antti Jokinen com um elenco pequeno, mas de respeito, Hilary Swank, Jeffrey Dean Morgan (o Comediante de Watchmen) e o lendário Christopher Lee. Nele, uma jovem médica está em busca de um apartamento e um reinício para sua vida após uma desilusão amorosa. Encontra um belíssimo imóvel por um preço muito abaixo dos padrões de mercado e com um simpático senhorio com quem rapidamente trava uma amizade. Já instalada em sua nova residência, a aproximação entre inquilina e senhorio parece predestinada, mas, no último instante, ela percebe que ainda não superou os acontecimentos recentes, sente-se confusa e resolve dar uma chance para o ex, deixando de lado o novo romance.

Daí por diante, segue-se um jogo rápido de revelações, voyeurismo, fetiches e mais algumas perversões. Hilary Swank e Dean Morgan são de grande presença, quando atuam juntos na primeira meia hora do filme, o momento mais água com açúcar, não tem como não sentir a química e a inspiração de ambos com o trabalho. O filme é bem conduzido, a fotografia funciona bem para criar um clima e a produção, apesar de simples, é bem cuidada.

Contudo, este é um filme bem ruim.

Não basta um elenco inspirado e um bom trabalho de direção para contar uma história interessante. O problema de A Inquilina está na trama, supérflua, banal e absurdamente previsível. Previsível mesmo, de deduzir qual será o final e o que estará nas mãos do personagem no momento derradeiro. A intenção era primar pela sensualidade, contudo, Hilary Swank não era a atriz ideal, apesar de todo o seu talento e boa forma, para o papel. Sua personagem vazia podia ter sido interpretada por qualquer outra atriz de baixo calibre de forma mais simpática, pois sua atuação é tão forte, numa trama tão fraca, que torna tudo ainda mais artificial.

Certos momentos são realmente constrangedores, e o plano de fundo traçado para justificar algumas ações é inexistente, o que torna certas atitudes gratuitas e deslocadas. Conduzir thrillers nos dias atuais, para uma plateia já cansada de velhas fórmulas é uma tarefa difícil, e o roteiro de A Inquilina não cumpre seu papel de despertar interesse.

Fuja.

 
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Publicado por em 16/12/2011 em Uncategorized

 

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