Maratona de cinema 2011: Dia 14 – Hobo With a Shotgun
Outra cria oriunda dos trailers falsos de Grindhouse (a primeira foi Machete), Hobo With a Shotgun se propõe a resgatar a temática dos anos 70/80 de justiceiros em centros urbanos, punindo violentamente os criminosos que estão acima da lei, algo como Desejo de Matar, só que muito mais brutal e sanguinolento. A intenção é boa, e li dezenas de elogios ao filme pela internet, mas a execução é, seguindo o vocabulário do longa, uma bela bosta.
Um sem teto, sem nome ou passado, chega a uma cidadezinha interiorana e descobre que ela está tomada pela criminalidade e violência. Em um momento impulsivo, ele tenta defender uma prostituta dos filhos do chefão do crime local, acaba marcado a faca e jogado na sarjeta. Conforme os atos da bandidagem vão se tornando mais e mais brutais, o sem teto perde a paciência, usa suas economias para comprar uma espingarda e vai a forra.
O roteiro é isso aí. Para que o filme não acabasse em meia hora com esse fiapo de história, temos dezenas de cenas de violência gratuita e surreal, entre elas: cabeças decepadas criando um belo chafariz de sangue onde uma garota seminua dança, mendigos torturados em uma espécie de circo punk, garotas penduradas em correntes enquanto seus sequestradores atiram punhados de cocaína contra o próprio rosto e por aí vai. A questão é que o showzinho gore poderia ser muito divertido, eu adoro sangue no cinema, mas não é. Tudo é tão forçadamente ruim que em dado momento irrita.
A cidade tem mais bandidos do que pessoas de bem, os bandidos não dão a mínima em executar suas atrocidades em praça pública sem esconder rostos ou nomes, toda a polícia é corrupta, as prostitutas são meninas de bom coração. Deu pra sentir o drama? Então veja as “atuações”, tenho certeza que nem em seu pior pesadelo cinematográfico você viu elenco tão ruim em sua vida, forçando sua presença em cena para soar ainda pior do que já é. Rutger Hauer, o protagonista, levando a sério seu papel e, mais uma vez, fugindo de ter uma carreira digna no cinema, não ajuda também.
Nem mesmo quando o duo A Peste aparece, ponto alto do filme, a audiência acorda. Nesse ponto já foi lambança demais para criar interesse em novos personagens. Sem brincadeira, que monólogos são aqueles do Rutger Hauer? O que é aquilo no berçário? De onde saiu aquela porra de papo de urso? Não faz o menor sentido, não agrada, não diverte, não empolga. É lixo puro.
O que o medíocre diretor e co-roteirista Jason Eisener precisa entender e aceitar é que ele não é Tarantino, nem Robert Rodriguez, e que para homenagear ou brincar com um gênero, você precisa conhece-lo a fundo, como esses dois conhecem bem. Da cultura grindhouse, esse coitado não sabe nada.
Vão assistir Desejo de Matar ou Faca na Garganta e passem longe dessa porcaria.
“Fodópolis”! Pô, tenha dó…


anonimo
23/02/2012 at 12:16 PM
Esse é a típica opinião de gente que adora coisas hipócritamente corretas, pseudo-entendidas em cinema, mas que na verdade não entendem PORRA NENHUMA de cinema, e que gostam daquele LIXO conhecido como saga Gaypúsculo, digo, Crepúsculo. Críticar do trabalho dos outros cineastas é fácil, queria ver você fazer melhor!!!!!!!!
jrcazeri
23/02/2012 at 6:13 PM
Hehehe… dizer “queria ver você fazer melhor” é a típica desculpa pra justificar algo ruim.
Abraço e boa diversão com o filme, pra mim continua sendo um lixo destinado a pessoas pseudo entendidas em cinema que não sabem o que é cultura trash de verdade.